Incontinência urinária: as soluções para voltar a sentir-se bem

São muitas as mulheres que sofrem de incontinência urinária, mas será que todas sabem os vários tipos de tratamento que existem? Descubra-os e saiba como tornar a situação o mais confortável possível.

A incontinência urinária é um problema comum a muitas mulheres, não só pelo problema em si, mas pela “necessidade” de esconderem o que estão a sofrer. O que muitos não sabem é que a incontinência urinária tem vários tipos de tratamento capazes de contrariar o problema e ainda de o resolver na totalidade.


Antes de escolher o melhor tipo de tratamento é importante que saiba que o mesmo difere de caso para caso. No entanto, existem alguns cuidados gerais a ter, independentemente do tipo de incontinência, tais como: perder peso, não fumar, adotar um estilo de vida saudável e fisioterapia para reabilitação do pavimento pélvico.

De acordo com a Associação Portuguesa de Urologia, o tratamento para a incontinência urinária (IU) pode ser feito por todas as mulheres e de todos os grupos etários, sendo frequentemente curável. Nesse sentido, existem vários tratamentos capazes de resolver o problema e de tornar a situação o mais confortável para si.

Tratamento farmacológico

Um dos tratamentos mais frequentes é a medicação de toma oral, uma vez que controlam a hiperatividade do detrusor, o músculo liso da parede da bexiga urinária. Para além disso, os medicamentos relaxam a bexiga e fortalecem o esfíncter.
Esta opção através da medicação, segundo a Associação Portuguesa de Urologia, é o tratamento que permite a melhoria clínica com mais eficácia. Como tal, a mais aconselhada para os doentes que sofrem de incontinência urinária e não encontram solução para o problema noutros tratamentos.

Exercícios de Kegel

Exercícios de Kegel

Outro dos tratamentos a ter em conta são os exercícios que fortalecem os músculos pélvicos, mais conhecidos como exercícios de Kegel, e que têm um papel eficaz para quem sofre de incontinência urinária ligeira. Esses exercícios são de contração lenta e rápida do pavimento pélvico, fortalecendo as fibras musculares.

Um fator muito positivo destes exercícios é que podem ser feitos em casa, não exigindo supervisão médica. No entanto, pode sempre contar com o auxílio de fisioterapeutas e de técnicas específicas como a eletroestimulação e o biofeedback.

Os seus resultados começam a notar-se ao fim de 3 meses, sendo que a maioria das mulheres melhoram o seu controlo de urina um ano após começaram a fazer exercícios de Kegel.

Mudar o calendário miccional

Um outro tratamento diz respeito ao controlo do hábito da micção. Para fazer um bom controlo deve modificar o calendário miccional e corrigir alguns hábitos de ingestão de líquidos. Esses dois, em conjunto, vão diminuir a frequência das micções, excluindo as que não são necessárias.

É através de perguntas feitas pelo seu médico e da realização de um calendário simples que vai descobrir se existem, de facto, perdas involuntárias de urina ou até algum problema com a bexiga que tem afetado a sua vida diária.

Assim, o calendário miccional vai corresponder a um leque de perguntas sobre as características das suas micções, como: quando ocorrem, com que frequência, etc.

Tratamento cirúrgico

Se falarmos do tratamento menos utilizado e ao qual se recorre em último caso, então esse tratamento é o cirúrgico. Assim, neste tratamento é feita uma operação cirúrgica na bexiga e na uretra, que consiste na colocação de uma espécie de fita para dar apoio ao pavimento pélvico.

Trata-se de uma cirurgia simples e que dura poucos minutos. A sua taxa de sucesso é alta, mas é a última opção caso os outros tratamentos não resultem.

São várias as opções de tratamento. No entanto, o mais importante é consultar o seu médico, uma vez que ele é a pessoa indicada para o aconselhar a escolher o tratamento que melhor encaixa consigo.

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