Uma conversa sem tabus sobre incontinência urinária

Uma conversa sem tabus sobre incontinência urinária

A incontinência urinária é um assunto proibido e até um pesadelo para muitas mulheres, mas chegou o momento de deixar esse tabu de lado. Não fique em silêncio porque o primeiro passo é falar.

Quando o tema de conversa é a intimidade parece que existe uma necessidade constante de terminar com o assunto rapidamente. Isso acontece porque a temática ainda é considerada um assunto proibido, principalmente quando falamos de incontinência urinária.


Sabia que atualmente 33% das mulheres com mais de 40 anos sofre de incontinência urinária? Estes valores são da Associação Portuguesa de Urologia e mostram que não está sozinha. Como tal, é importante que não fique em silêncio e fale do assunto sem vergonhas.

Continuando ainda com os números, mais de 303 milhões de mulheres em todo o mundo sofre do problema e apenas 10% da população faz tratamento. Isso significa que, muitas pessoas que sofrem de incontinência urinária têm vergonha de falar sobre o assunto e até de consultar um médico, algo que não pode acontecer, uma vez que, graças aos tratamentos – seja através de cirurgia, fisioterapia ou medicação – a taxa de cura é de cerca de 90%.

É certo que falamos de um problema maioritariamente “delas”, mas não só. No caso das mulheres, a prevalência da incontinência urinária diz muitas vezes respeito a características anatómicas, hormonais, alterações decorrentes de uma gravidez, parto ou até cirurgia ginecológica.

O primeiro passo é quebrar o silêncio sobre a incontinência urinária e falar abertamente sobre o assunto!

Mais do que ter impactos na sua saúde, a incontinência também pode afetar a sua qualidade de vida, principalmente se tiver medo de falar sobre o assunto. Muitas mulheres sentem vergonha de falar sobre isso, existindo muito a ideia de que seria um problema herdado das mulheres da família. Não é verdade.

Não deve esconder o que se passa consigo nem sentir vergonha. Falar abertamente sobre o assunto vai ser meio caminho para se sentir mais descansada, até porque, depois de falar sobre o assunto, os próximos passos tornam-se mais fáceis.

De seguida, chegou o momento de procurar ajuda médica, seguindo-se o diagnóstico, um processo simples e que pode ser fácil de conseguir, com base na história clínica e num exame objetivo.

Como vê, a incontinência urinária não precisa de ser um bicho-de-sete-cabeças assim tão grande. O importante é que não ignore o assunto. Esqueça a ideia de que é um problema associado ao envelhecimento ou até mesmo uma “herança” de família, porque não é verdade.

Chegou o momento de desfrutar da sua vida em plenitude e sem receios de falar sobre o assunto. Quebre o silêncio e não deixe que a incontinência influencie a sua vida.

A que sinais devo estar alerta?

Existem alguns sintomas associados à incontinência urinária que deve ter em atenção. Caso se identifique com algum deles deve consultar o seu médico para lhe fazer um diagnóstico.

– Dificuldade em começar a urinar
– Perdas de urina ao tossir, espirrar ou quando levanta um objetivo pesado
– Perdas de urina involuntária
– Necessidade de ir várias vezes à casa de banho para evitar perda de urina
– Limitação nas atividades diárias
– Necessidade de recorrer a pensos ou fraldas para absorver as perdas
– Necessidade de urinar mais do que duas vezes por noite
– Libertação de gotas de urina depois de urinar

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